Rodoviários recebem aumento real “histórico” e devem voltar ao trabalho nesta quinta-feira(24)

Empresários foram convencidos pelo prefeito ACM Neto a concederem aumento de salário aos trabalhadores, depois de terem insistido em não aceitar qualquer negociação

Depois de dois meses de negociação e impasse com os empresários, os trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de Salvador estão prestes a fechar um acordo para colocar o fim na greve iniciada nesta quarta-feira(23) e com um ganho real considerado histórico para a categoria: 1,1%. Apesar do índice parecer muito pequeno, o diretor do sindicato dos rodoviários, Fábio Primo, ressalta que ao longo dos anos, “a categoria nunca conseguiu um ganho real igual”.

O acordo entre as empresas do consórcio Integra e o Sindicato dos Trabalhadores, foi mediado entre o fim da tarde e o começo da noite, depois da tentativa frustrada de acordo no Tribunal Regional do Trabalho(TRT), três horas antes. Nesse encontro, o TRT chegou a propor que os empresários dessem 2,2% de reajuste, o que não foi aceito pelas duas partes.

Mas diante do prefeito de Salvador que estava ao lado do secretário Fábio Mota e outros técnicos municipais, as partes ouviram argumentos que levaram ao começo de um entendimento e aceitaram que o aumento dos salários seja de 2,7%, o que, deduzindo os valores da inflação dos últimos doze meses, representa o ganho real que passa de 1% e que, diante da quadro econômico por que passa o país, acabou sendo considerado “histórico”, pelo diretor Fábio Primo. “Já tivemos percentuais sobre os salários bem mais altos, mas a inflação era diferente. Hoje estamos com inflação baixa”, explica Fábio.

Após esse encontro em que o aumento ficou estabelecido, os diretores do sindicato dos rodoviários deixaram a prefeitura e acertaram que amanhã, a partir das 4h representantes do órgão de classe estarão na porta das garagens para fazer a comunicação do acordo e votar pelo fim da greve.

Em contato com o #AgoraNaBahia, Primo disse que cada grupo de trabalhadores poderá tomar decisões isoladas de aceitar ou não a proposta. “A maioria de cada garagem vai definir, mas isso não representa que todas as demais aceitem, também. Serão decisões isoladas”, ressalta. A opinião dele é de que todos vão acabar aceitando a oferta e a greve chega ao fim.

Com isso, a população já terá, nas primeiras horas da quinta-feira, a circulação normal dos coletivos, depois de 24 horas de paralisação.

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