Regata Le Havre-Salvador: Velejador sofre acidente e para na Ilha da Madeira

Embarcações enfrentam sérios problemas por causa das condições do mar que está muito agitado

Condições de navegação no meio do Atlântico são muito rigorosas, exigindo bastante dos velejadores(Foto: Divulgação)

O velejador francês Louis Duc, do barco Carac (Class40), decidiu com seu parceiro Alexis Loison parar o veleiro na Ilha da Madeira nesta sexta-feira(10). O skipper convive desde a largada em Le Havre, na França, da Transat Jacques Vabre, com uma lesão no pulso, agravada pelas seguidas manobras no veleiro. Para piorar a situação, Louis Duc sofreu algumas quedas a bordo e uma delas machucou seriamente seu joelho.

“Não posso me mover, o mais simples movimento é muito doloroso. Em condições muito instáveis ​​que tivemos desde o início é preciso estar atento e trabalhando”, disse Louis Duc.
”O Alexis está cansado. Eu realmente sinto muito por ele, mas eu não posso ajudar”.

Jean Yves Chauve, médico oficial da Transat Jacques Vabre, está em contato com médicos de Funchal, onde o veleiro vai parar nas próximas horas para atendimento de Louis Duc.

Durante todo o sábado velejadores devem enfrentar condições de navegação muito rigorosas(Foto: Divulgação)

Regata

A depressão do sul das Canárias freou um pouco a velocidade dos multicascos Ultime, os mais rápidos da Transat Jacques Vabre. Com mais de 60% do percurso entre a francesa Le Havre e a baiana Salvador, os barcos voadores agora adotam estratégias decisivas nesse match race pelo Atlântico para acessar os indecifráveis Doldrums.

“Nessas condições, você passa rapidamente de ser o caçador para ser caçado”, disse Thomas Coville, do Sodebo Ultim, líder da Ultime. A dupla tem pequena vantagem para o Edmond de Rothschild.

A partir deste sábado(11), os dois devem entrar de vez na calmaria dos Doldrums ou Pot au noir para os franceses. Os barcos estão nos chamados ventos alísios e agora pegam a zona de convergência intertropical, uma região de baixa pressão. Os Doldrums são famosos por tempestades, ventos leves, chuva e rajadas repentinas e inesperadas.

A classe Imoca e a Multi 50s devem demorar um pouco mais para entrar, mas a disputa em ambas segue equilibrada. Mesmo assim, St Michael – VIRBAC e FenêtréA-Mix Buffet estão na ponta, respectivamente.

Na Class40, que tem os brasileiros do Mussulo 40 Team Angola Cables ainda distantes, o inglês Phil Sharp e o espanhol Pablo Santurde, dupla Imerys Clean Energy, ainda lideram a frota e estabeleceram um ótimo ritmo na última noite. No entanto, o V e B, de Maxime Sorel e Antoine Carpentier, aceleraram navegando 372 milhas nas últimas 24 horas (média de 15,5 nós ).

Já os italianos Andrea Fantini e Alberto Bona do Enel Green Power ainda estão a caminho de Lisboa para um reparo do leme de estibordo.

Temporal sendo formado na rota de navegação dos veleiros que viajam com destino a Salvador

Os primeiros velejadores devem entrar na Baía de Todos os Santos a partir deste domingo(12),  completando a 13ª edição da Transat Jacques Vabre que, ao todo, tem 8 mil quilômetros nas mais duras condições de navegação até a chegada a Salvador, que sedia pela quinta vez na história a prova do evento internacional, com atletas de oito países.

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