Polícia apreende drones não licenciados no circuito do carnaval

Comando do Graer fez contato com o #AnB e esclareceu que os equipamentos estavam em uso e colocando pessoas em risco

Atualização às 11h20

Operações conjuntas das polícias Militar e Civil resultaram nas apreensões de drones nos três primeiros dias do Carnaval de Salvador. Os operadores foram conduzidos aos postos nos circuitos para verificação das licença e homologação obrigatórias. Os flagrantes ocorreram no circuito Dodô (Barra/Ondina). Dos quatro equipamentos recolhidos, dois foram liberados, pois estavam com documentação em dia e os operadores devidamente regularizados. Os outros estavam sem as licenças da Agências Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“Além das irregularidades junto aos órgãos competentes, as aeronaves não possuíam autorização junto ao sistema de controle de acesso ao espaço aéreo, cedida pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo(Decea)”, explicou o coordenador do Centro de Controle Operacional da Polícia Civil no Carnaval, delegado Jorge Figueiredo.

O tenente-coronel PM Renato Lima, comandante do Graer, informou que a necessidade de fiscalizar a utilização dos equipamentos se apresenta quando a operação de um drone coloca em risco a segurança de um voo tripulado. “Desde 2015 que promovemos anualmente um encontro com operadores de drones para esclarecer sobre as regras e regulamentações para a utilização dos equipamentos de forma segura e responsável”, explicou.

Em uso

Em contato com o #AgoraNaBahia, o Tenente-Coronel Renato Lima, informou que “todos os drones estavam voando sobre foliões em distância abaixo da prevista pela legislação aeronáutica. Esse foi o fato motivador das conduções para a delegacia. A partir da apresentação ao delegado, são feitas as verificações relativas a licenças e autorizações”, disse o comandante.

Ele esclarece, ainda, que “aqueles que estão operando sem a documentação que a lei exige, permanecem apreendidos para a perícia e os respectivos operadores são autuados através de um TCO(Termo Circunstanciado de Ocorrência). os que atendem são orientados a não mais praticar o voo sobre as pessoas fora da distância mínima e são liberados”, esclarece.

O oficial fez questão de esclarecer, também, que se os drones não estivesse voando, a polícia não abordaria para verificar a documentação, pois esta é uma obrigação da Anatel, Anac e do Decea. “A polícia está preocupada em proteger a população e age se algo está ameaçando pessoas, seja drone, carro, arma ou qualquer outro objeto”, completou.

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