Oficinas sobre cultura quilombola marcam a terça-feira de moradores da Laranjeira, em Igrapiúna

Cartilha e mini-documentário começam a ser produzidos durante a oficina e o lançamento dos trabalhos está marcado para maio

(foto: Fernanda Lemos/Divulgação)

A comunidade quilombola da Laranjeira, no município de Igrapiúna, no baixo Sul da Bahia, a 160 km de Salvador (via Ferry), vai mergulhar em sua própria cultura para multiplicar e registrar seus saberes e fazeres, durante o projeto Comunidade da Laranjeira: Memória Quilombola no Baixo Sul da Bahia.

A localidade rural é famosa por práticas culturais ancestrais, como danças e cantos da Zabelinha e o Enrolador; artesanato à base de cipó, como cestos, panacuns, manzuás e samburá; além das práticas agrícolas estabelecidas com base na relação entre cultura e meio-ambiente.

A primeira etapa do projeto ocorre nesta quarta-feira(3), quando cerca de 150 alunos da Escola Idalina, localizada na própria comunidade, participarão de quatro módulos da Oficina de Cultura Quilombola: Oralidade e Tradições Culturais de Matriz Africana; Confecção de artesanato quilombola; Canto e Dança Tradicionais: e Cultura e Meio Ambiente em Comunidades Tradicionais. Os oficineiros são convidados entre os próprios membros da comunidade da Laranjeira e multiplicarão seus conhecimentos com os jovens estudantes da localidade.

Os moradores de Laranjeira que participarão do projeto vão gerar, durante as oficinas, conteúdos que servirão de apoio ao ensino de história e cultura afro-brasileiras (Lei 10.639/03) por meio de uma Cartilha e de um mini-documentário sobre cultura quilombola. Ambos estão em fase de elaboração e serão lançados em maio, durante uma feira que encerra o projeto.

Para a coordenadora de produção, Fernanda Lemos, o projeto contribui com o fomento à pesquisa e a divulgação de informações referentes à comunidade quilombola de Laranjeira, como forma de preservação da memória, dos saberes e fazeres de matriz afro-brasileira no Território do Baixo Sul da Bahia. “Além disso, possibilita que estas comunidades tradicionais fortaleçam os vínculos de comunicação na troca de vivências, experiências e o processo de construção de sua identidade”, explica.

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