IBGE revela: Bahia fica em terceiro lugar entre estados com maior queda na produção industrial mensal

De acordo com os técnicos do órgão, a greve dos caminhoneiros foi decisiva para os resultados apontados na pesquisa

A Bahia ficou entre seis estados tiveram quedas superiores à média nacional (-15%) na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, índice que supera, apenas, os estados do Mato Grosso e Paraná. A pesquisa foi feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na passagem de abril para maio deste ano. apenas o Pará teve alta na produção no período, de 9,2%, depois de uma queda de 8,5% em abril, de acordo com os dados divulgados na manhã desta quarta-feira(11).

Segundo o IBGE, a queda foi motivada principalmente pela paralisação dos caminhoneiros no final de maio, que afetou o processo de produção em várias unidades industriais do país.

Os seis estados que tiveram quedas superiores à média nacional, de 10,9%, no período foram:

Mato Grosso (-24,1%)

Paraná (-18,4%)

Bahia (-15%)

Santa Catarina (-15%)

São Paulo (-11,4%)

Rio Grande do Sul (-11%)

Os outros estados com queda na produção foram Goiás (-10,9%), Minas Gerais (-10,2%), Pernambuco (-8,1%), Rio de Janeiro (-7%), Ceará (-4,9%), Amazonas (-4,1%) e Espírito Santo (-2,3%). Além de analisar separadamente os desempenhos de Ceará, Pernambuco e Bahia, o IBGE também analisa o comportamento conjunto dos nove estados da Região Nordeste, que tiveram queda de 10% na produção.

Comparação

Na comparação com maio do ano passado, a produção recuou em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Goiás (-15,7%). Tiveram alta apenas os estados do Pará (6%), Amazonas (4,5%) e Rio de Janeiro (0,9%).

No acumulado do ano, no entanto, a indústria teve desempenho positivo em oito locais. A principal alta foi observada no Amazonas (17,9%). Sete locais tiveram queda, sendo o Espírito Santo o estado com maior recuo (-5,1%).

Já no acumulado de 12 meses, o desempenho da indústria se mostra melhor, ao registrar alta em dez dos 15 locais, com destaque, mais uma vez, para o Amazonas (10,4%). Dos cinco locais em queda, Espírito Santo também obteve o pior resultado (-1,9%).

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