Hotéis de Salvador tiveram recorde de ocupação durante o carnaval, diz balanço da prefeitura

Números da festa mostram, segundo a prefeitura, crescimento do Carnaval da Bahia

No balanço oficial divulgado nesta quarta-feira(14), a Prefeitura de Salvador calcula que cerca de dois milhões de estiveram nas ruas e camarotes, curtindo o carnaval deste ano, sendo que, deste número, 1,8 milhão estavam nas ruas pulando só na pipoca, os blocos sem cordas. No total, foram 186 trios elétricos desfilando para esse tipo de folião e mais 250 atrações gratuitas nos bairros e palcos espalhados pelos bairros.

Esses dados, segundo a prefeitura, não incluem o pré-Carnaval, que teve Fuzuê, Furdunço e Pipoco na Barra, reunindo, no total, um três milhões de pessoas. Durante o período carnavalesco oficial, nos palcos temáticos montados na Praça da Cruz Caída, no Terreiro de Jesus, no Circuito Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina) e nos bairros de Cajazeiras, Liberdade, Plataforma, Boca do Rio, Itapuã, Pau da Lima e Periperi, um milhão de foliões brincaram em clima familiar ao som de diversos estilos musicais e atrações.

Foram, no total, quase 1,2 mil horas de música e muitas novidades, como o primeiro Carnaval Náutico, que aconteceu na Baía de Todos-os-Santos, centenas de pessoas e muitas embarcações, em evento promovido por um grupo náutico e incluído na programação do carnaval. O projeto Pôr do Sol, na Praça Castro Alves, que esse ano aconteceu durante três dias, com shows gratuitos em cima do trio de nomes como Moraes Moreira, Baby do Brasil e Armandinho, mobilizou 50 mil foliões por dia, segundo a prefeitura.

Economia

Os dados apresentados nesta quarta-feira, revelam que cerca de R$1,7 bilhão foram movimentados na cidade, que recebeu quase 800 mil turistas. A rede hoteleira bateu recordes de ocupação, o que, de acordo com os gestores do município, é um indicativo importante do êxito econômico da folia. A média de ocupação chegou a 93%, segundo estimativa da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FeBHA). O melhor dia de aluguel de leitos foi registrado entre o último domingo e a segunda-feira, quando a taxa alcançou 96%. Foi a melhor ocupação entre todas as capitais do Brasil, conforme os empresários do setor hoteleiro.

Durante o período carnavalesco, os turistas nacionais chegam a desembolsar cerca de R$ 4,9 mil, enquanto que os baianos costumam gastar cerca de R$ 1,7 mil e os estrangeiros, R$ 3,5 mil. Estes dados são baseados em pesquisa de análise de perfil dos turistas, realizada pela Prefeitura. Pelo aeroporto, chegaram quase 77 mil turistas, contra aproximadamente 71 mil da folia do ano passado (entre 8 e 13 de fevereiro). Pelo porto foram 32 mil. E, pela rodoviária, a estimativa é de 82 mil passageiros, contra 78 mil de 2017.

Outros setores da economia comemoram os resultados obtidos com a festa e ao longo do Verão. No setor de alimentação, os bares situados no circuito turístico, que engloba o extenso trecho entre Stella Maris e Pelourinho, tiveram aumento entre 30% a 40% no faturamento de janeiro até o Carnaval deste ano – em comparação ao mesmo período do ano passado. Além de mais receita, milhares de empregos temporários já foram gerados.

Saúde

Os módulos assistenciais à saúde montados pela Prefeitura nos circuitos do Carnaval contabilizaram 4.953 atendimentos, número 3,5% menor que a folia momesca do ano passado. A redução dos casos de violência foi um dos principais motivos da queda significativa das ocorrências registradas durante toda a festa.

Foram realizados 4953 atendimentos, com redução de 3,5% em relação ao ano passado. O Circuito Barra/Ondina respondeu por 63% dos atendimentos; Campo Grande; por 33%, e Batatinha; por 4,4%.

O módulo Farol da Barra liderou em número de atendimentos (835), porém registrando uma redução de 21% quando comparado com o ano anterior; seguido pelo da Ademar de Barros (823), Sabino Silva (600), Piedade (567) e Shopping Barra (509).

Dos 4953 atendimentos, 3924 foram clínicos; 382 bucomaxilofacial, 326 ortopédicos, 209 cirúrgicos, e 112 de enfermagem. Houve redução de 34,3% dos atendimentos cirúrgicos e 18,3% de ortopédicos, quando analisados em relação ao ano de 2017 (318 e 399, respectivamente).

Verifica-se redução de 18,2% dos atendimentos bucomaxilofacial. Dos 382 atendimentos de bucomaxilofacial, os módulos Montanha (79), Piedade (69), Ademar de Barros (67) e Farol da Barra (50) lideraram com o maior número de ocorrências, respondendo por 70% dos casos, quando comparado com o mesmo período do ano anterior (467). Essas contusões decorrem de pancadas fortes sofridas pelas vítimas, na maioria, socos no rosto.

As principais causas de atendimentos foram intoxicação alcoólica (488), agressões físicas (454), cefaleia (366), dor em membros inferiores (365), dentre outras. Os atendimentos por agressão física e intoxicação alcoólica reduziram em 23% e 10,8%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

Os atendimentos continuam maiores na faixa etária jovem de 20–29 anos (33%), seguida de 30–39 anos (24%) e 40-49 anos (14,6%). O sexo masculino responde por 51% dos atendimentos realizados, embora tenha apresentado uma redução de 10,6% em relação ao ano anterior.

Foram transferidos 145 pacientes, o que corresponde a 3% do total de atendimentos realizados no Carnaval. Os principais motivos de transferência foram a avaliação especializada (62), radiológica (38), laboratorial (11) e tomográfica (10). Na maioria dos casos houve a transferência para a UPA Vale dos Barris (64), Hospital Geral do Estado (32), Hospital Teresa de Lisieux (09), Hospital Português (06) e Hospital Ernesto Simões Filho (05).

Transportes

A programação estabelecida pela Secretaria Municipal de Mobilidade informou que foram transportados nos seis dias de folia 4.778.980 pessoas no sistema convencional de ônibus da Cidade. Já nos veículos do sistema complementar, foram transportadas 189.213 pessoas. Cerca de 535 mil pessoas utilizaram o serviço da linha gratuita, Lapa-Calabar.

Quem optou pelo táxi como transporte contou com oferta de veículos no circuito e, segundo a prefeitura, mais de 200 mil foliões utilizaram o serviço. A prefeitura não informou como contabilizou esses números. Foram realizadas 320 abordagens aos motoristas de táxis, com 31 taxistas autuados, 53 recusas de passageiros e 22 cobranças fora do taxímetro.

Já os mototaxistas, primeiro Carnaval regulamentados, transportaram 60 mil passageiros e, igualmente ao levantamento dos números transportados pelos táxis, não houve informação de como eles foram computados. O Elevador Lacerda, que operou gratuitamente durante a festa Momesca, transportou 224 mil pessoas. Já o Plano Inclinado Liberdade / Calçada, 38.215 pessoas.

Transalvador

A Transalvador autuou 7.879 veículos por infrações de trânsito, entre quinta-feira(8) e esta Quarta-Feira de Cinzas(14). O número é 17,5% maior que as notificações no mesmo período do ano passado. Nenhuma morte por acidente de trânsito foi registrada este ano. Em 2017, três pessoas morreram por acidentes ocorridos durante a festa, duas delas após cerca de um mês hospitalizadas. Ao todo, 636 veículos foram removidos pela Transalvador no Carnaval 2018.

Faixa exclusiva

A Transalvador informa que notificou 1.404 veículos que acessaram irregularmente a faixa exclusiva para transporte público montada na Av. Centenário durante o Carnaval. Ao todo, garante o órgão, 7.466 ônibus, táxis e mototáxis acessaram a via no período. A operação teve, segundo a prefeitura, o objetivo de estimular o uso do transporte público nos dias de folia, ampliando a mobilidade no entorno dos circuitos do Carnaval. Os motoristas eram orientados por banners e painéis eletrônicos, além de monitores e agentes de trânsito.

Fabrizzio Muller, superintendente da Transalvador, acredita que o estímulo ao uso de transporte público no período deu resultado com reflexo positivo no trânsito. “As pessoas estão indo mais de táxi e mototáxis. Existe uma mudança no comportamento dos foliões em relação a ir para o Carnaval com carro particular”, disse. A fluidez do trânsito nas avenidas Centenário e Garibaldi melhorou em relação ao Carnaval do ano passado.

Divulgação

A Agência de Notícias da Prefeitura de Salvador, divulgou dados mostrando o intenso trabalho dos jornalistas durante a festa, com a publicação de matérias, fotos e vídeos.  Em média 14 mil acessos por dia foram contabilizados e publicadas através desta plataforma 158 matérias e 381 galerias  de vídeos e fotos. Foram disponibilizadas à imprensa cerca de 5,2 mil fotos, uma média de 860 por dia, além de 38 vídeos da folia.

Todas as matérias produzidas pela Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) alimentaram ainda sites de notícias e outros veículos de comunicação da Bahia e do Brasil. Neste canal, foram contabilizadas 1,6 milhão de visualizações em todo o mês de fevereiro, com pico na sexta-feira de Carnaval, quando foram registrados 40 mil usuários acessando o site oficial da PMS. Ao todo, foram identificados acessos de mais de 75 países, de todos os continentes.

 

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UM COMENTÁRIO

*