Governo negocia Centro de Convenções em área dos Fuzileiros Navais, no Comércio

Assunto já está em debate e vai ser avaliado por advogados da União

Grupamento de Fuzileiros Navais está na avenida da França(Foto: Reprodução/Google)

O novo Centro de Convenções da Bahia deve ir mesmo para a Cidade Baixa, em Salvador e já tem endereço escolhido pelo governo: a Avenida da França, no local onde hoje funciona o Grupamento de Fuzileiros Navais(GFN) da Marinha do Brasil. As negociações estão avançadas e algumas reuniões já foram feitas para a cessão do espaço.

A área que pertence à União e também abriga o Hospital Naval, foi solicitada pelo Governo do Estado que vê o local como o mais adequado para a construção do Centro de Convenções, após o fechamento do centro atual, fechado por problemas na estrutura, instalado na Boca do Rio.

Levar o Centro de Convenções para a Cidade Baixa é um dos objetivos do governo, desde o momento em que houve dificuldades de voltar a fazer funcionar o atual local. O problema é o espaço, pois a pretensão é adequar o ponto a todas as modernidades possíveis que possam atrair discussões de negócio e de turismo em Salvador.

Os contatos foram mantidos com o comando da Marinha, em Salvador, mas as negociações passam por detalhes importantes e um deles é o deslocamento do que existe montado naquele local, hoje. Além do GFN, existe na área do comércio, em frente ao Porto de Salvador, o Hospital naval, que atende a militares da ativa e da reserva da Marinha, além de familiares e dependentes.

Em entrevista na manhã desta segunda-feira(10), o comandante do 2º Distrito Naval, almirante Almir Garnier, disse que “a transferência do Hospital Naval é inegociável”, por envolver grande complexidade. E deixou claro que a cessão do terreno do Grupamento dos Fuzileiros Navaes depende, ainda, de muitas negociações, inclusive consultas jurídicas que já estão sendo feitas. Mas Garnier adiantou que não há prazo para essa negociação chegar ao fim: “Garanto que isso ão vai ser de imediato. Dentro dos próximos três ou quatro meses, nada vai ser feito”, disse o comandante.

Café da manhã marcou apresentação de serviços prestados pela Marinha do Brasil(Foto: #AnB)
Café da manhã marcou apresentação de serviços prestados pela Marinha do Brasil(Foto: #AnB)

Cisne Branco

A entrevista do comandante do 2º Distrito Naval foi a bordo do veleiro Cisne Branco, que está no Porto de Salvador e virou atração para mais de 4 mil pessoas no fim de semana. O navio-escola da Marinha, abriga 52 homens a bordo, sendo 42 praças e 10 oficiais. Com toda estrutura interna inspirada no século XIX, a embarcação é a terceira da Marinha a ser batizada como Cisne Branco – três vezes maior que as anteriores, já aposentadas, o navio pesa mil toneladas e tem 2.195 metros quadrados, além de 32 velas. Tem sala, cozinha e quartos.

Navio Escola Cisne Branco(Foto: #AnB)
Navio Escola Cisne Branco(Foto: #AnB)

Durante cerca de duas horas, o Cisne Branco foi aberto para a imprensa em um café da manhã, quando todos puderam acompanhar explicações sobre o funcionamento da embarcação e mais que isso, conhecer os serviços sociais da Marinha do Brasil e todos os trabalhos em defesa da costa brasileira.

Projetos para a construção de um submarino nuclear que está em andamento; ajuda internacional a comunidades como a do Haiti; fiscalização de toda a fronteira marítima contra a pesca ilegal, pirataria, tráfico de drogas e armas, além de participação em ações em auxílio à segurança pública, foram alguns dos destaques reforçados e que fazem parte das atividades da Marinha.

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