Exclusivo: Banheiros de estações do Metrô de Salvador viram ponto de encontro para a prática de sexo

Em reportagem exclusiva, #AgoraNaBahia revela as manobras de alguns baianos que usam o espaço público para os encontros combinados através de redes sociais

Além da preocupação com a manutenção dos trens, de toda a estrutura que faz funcionar duas linhas na capital, da segurança de milhares de passageiros, diariamente, a CCR Metrô, empresa que explora o sistema em Salvador, está diante de um problema grave e preocupante: o uso dos banheiros de algumas estações para a prática de sexo.

O assunto é tão grave, que a empresa está tendo constantes reuniões com especialistas, com o objetivo de tentar conter essa prática combinada, na maioria das vezes, através de redes sociais. Os encontros são feitos de acordo com o alerta dado por pessoas que fiscalizam a movimentação em cada ponto escolhido.

Em mensagens digitais, pessoas mandam recados como “tá limpo!”, “ninguém por aqui!”, “tô esperando!”, “limpeza pura!”, como indicação de que não haverá nenhum impedimento para o encontro e para a prática do ato dentro dos banheiros, onde, de acordo com fontes
ouvidas pelo #AgoraNaBahia, há até sexo em grupo.

O problema encontrado pela empresa é a forma de fiscalizar essas ações, pois as pessoas que entram nas estações têm acesso livre aos banheiros e, internamente, não há monitoramento eletrônico, por impedimentos legais.

A CCR Metrô conta com um moderno Centro de Controle Operacional por onde é realizada a comunicação dos sistemas da via, dos trens, das estações e dos terminais de ônibus administrados pela concessionária. Tudo isso é monitorado por mais de 1500 câmeras que
alimentam as telas do Centro de Controle, 24 horas por dia, mostrando a circulação de trens, fluxo de usuários, segurança pública operacional, sistemas e energia, bloqueios de entrada e saída, sistemas de ventilação, detecção e combate a incêndio entre outras funções.

Mas, apesar da modernidade do serviço e das câmeras que facilitam a fiscalização e ampliam a segurança, a empresa, até agora, não foi capaz de conter o insaciável desejo de sexo de muitos dos seus usuários, em locais não apropriados.

Ao entrar nos banheiros para a prática do sexo, as pessoas aparecem para as câmeras como passageiros comuns que vão em busca de satisfazer alguma necessidade fisiológica. Como as imagens só mostram o movimento das pessoas na parte externa é impossível ter a certeza de quem acabou de praticar algum tipo de ato sexual ou simplesmente satisfazendo necessidades fisiológicas.

Alcance das câmeras de vigilância só vai até a área de acesso aos banheiros(Foto: Divulgação)

Dúvidas

No Brasil, transar em local público é considerado crime de ato obsceno. O procedimento prescrito pela lei diz que, ao ser flagrado pela polícia, os praticantes devem ser levados à delegacia. Para esse caso, alguns criminalistas observam que a pena para ato obsceno é de, no mínimo, três meses e no máximo um ano. A pessoa deve se comprometer a comparecer em juízo para não ser presa em flagrante, e uma transação penal será feita, em que haverá aplicação de pena.

No caso da prática do sexo em um banheiro do metrô, com portas fechadas e sem a exposição pública dos praticantes, a caracterização de crime não existe, opina a delegada Carmen Bittencourt, ouvida pelo #AgoraNaBahia. “O crime é praticar ato obsceno em local público ou de acesso ao público. Se o local é fechado e ninguém vê o que acontece, acho difícil caracterizar algum ilícito”, opina a delegada titular da 14ª Delegacia, no bairro da Barra, em Salvador.

Shopping

Um dos maiores shoppings de Salvador conseguiu, em parte, acabar com o problema da “pegação” e sexo em um dos seus banheiros, sem muito alarde e com um investimento. Sabendo ser impossível resolver o problema por medidas que poderiam chegar aos boletins de ocorrência em delegacias por conta da repercussão e da própria lei que permite várias interpretações, ampliar os cuidados com a “limpeza” foi a saída.

Nos banheiros onde o problema foi constatado, funcionários não param de fazer o serviço de limpeza, ainda que tudo esteja em perfeita ordem. Eles usam equipamentos como rodo, vassoura, limpadores de vidro e outros equipamentos para permanecer na parte interna o tempo inteiro. Isso intimidou os praticantes de sexo, que, ao notarem a presença do trabalhador, evitam se trancar nos boxes onde ficam os vasos sanitários.

Portas que estão a cerca de 50cm do chão também funcionam estrategicamente para evitar que pessoas se juntem na prática de algum ato suspeito e fora dos objetivos do local. Por ali, é fácil observar o movimento, ainda que apenas os pés estejam visíveis, mas isso
funciona.

CCR Metrô

Por enquanto, a CCR Metrô está em reuniões permanentes e com estudos sendo feitos para que o problema seja resolvido. Mas qualquer que seja a resolução, estará longe de evitar que o sexo siga como desejo de muitos, ainda que eu outros locais. Mas vai, com a decisão, impedir alguns fetiches.

Ciente da ocorrência, a assessoria de comunicação da CCR ficou de responder, ainda nesta terça-feira(24), algumas questões sobre o assunto, enviadas pelo #AnB.

6 COMENTÁRIOS

  1. Descobriram isso agora, estão bem Desatualizados.
    Tem banheiros que São o foco e tem horários certos para acontecer esses encontros.
    Hoje o foco é shopping Bela vista, estação de.metro Pirajá é o líder de eventos, Imbuí, Detran, Mussurunga, e Pituaçu como tá sempre mais vazia tá sendo bem divulgada.

    • Vale ressaltar que essa prática não é exclusiva de gays, homens casados, que se dizem ”héteros” diante a sociedade gostam de fazer a linha ”banheirão” parabéns pela matéria ter sido bem conduzida e não agregando essa infeliz prática apenas aos homossexuais, jornalismo válido e nada tendenciosa, parabéns Genildo.

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