Copa da Rússia: La France est double championne du monde

Com 4 a 2 diante da Croácia, em Moscou, seleção francesa ganha o bicampeonato

A França é a bicampeã mundial de futebol, depois de uma final atípica contra a Croácia, em jogo disputado neste domingo(15), em Moscou. A final começou com um gol contra de Mandzukic, fato inédito em finais de Copa do Mundo, pênalti decidido pelo VAR – árbitro virtual que fez estreia na Rússia e uma atuação confusão do árbitro argentino Néstor Pitana. Para completar, depois de um show de organização e educação esportiva, três torcedores invadiram o campo nos primeiros minutos do segundo tempo. Dois homens e uma mulher foram retirados e presos pela polícia russa.  A partida terminou com o placar de 4 a 2, que começou a ser construído por bolas paradas.

No primeiro, Griezmann cobrou uma falta inexistente pela meia direita e, na tentativa de cortar de cabeça, o centroavante croata Mandzukic tocou de cabeça e marcou contra. Mas as imagens da TV mostraram que havia impedimento no ataque francês, não constatado pela arbitragem. Ainda no primeiro tempo, Perisic fez um gol limpo e o mais bonito desse período, levando ao delírio a torcida da Croácia.

árbitro argentino consulta imagens para depois confirmar o pênalti contra a Croácia(Foto: FIFA)

Só que, aos 38 minutos de jogo, uma nova bola cruzada na área criou a polêmica. O árbitro argentino não viu nada e teve que ser alertado pelos jogadores franceses. Ele consultou o VAR e marcou pênalti depois que o zagueiro tocou na bola com a mão dentro da pequena área. Griezmann colocou a França à frente do placar, de novo, terminando o primeiro tempo com 2 a 1.

Imagem da TV mostra jogador francês em posição de impedimento no momento em que a bola é tocada para a área na cobrança de falta, mas o gol foi validado(Foto: FIFA)

Mas foram 45 minutos de domínio quase total dos croatas, apesar do placar. O time entrou em campo com um esquema forte de marcação sobre os principais jogadores franceses, eliminando jogadas de velocidade, principalmente de Mbappe. E mostrava muita eficiência nos toques e na criação de jogadas a partir do meio campo até a entrada da área francesa, congestionada pelos zagueiros e meio campistas. A estatística foi a prova desse domínio, mostrando que a Croácia teve 61% de posse de bola, contra 39% dos franceses.

Segundo tempo

O domínio croata seguiu no começo do segundo tempo, mas a França mostrou disposição para contra atacar com maior velocidade. A primeira jogada em retomada de bola foi aos 6 minutos, quando, finalmente, Mbappe apareceu bem e chegou de frente para o goleiro da Croácia que fez grande defesa com a perna direita.

Mbappe foi decisovo para a França, com jogadas importantes no segundo tempo, além de ter ajudado a aumentar o placar(Foto: FIFA)

Aos 13 minutos, a França, de novo, demonstrou maturidade maior no ataque, quando, de novo, Mbappe foi decisivo: ele correu pela direita e, dentro da área após driblar com velocidade, preferiu tocar para a chegada de Griezmann que fez o papel de pivô para Progba chutar duas vezes e conseguir o terceiro. A Croácia começa, ali, a dar sinais de cansaço após três prorrogações seguidas e a defesa parecia desorientada na marcação.

A Croácia acabou tendo que assistiu aos franceses, pela enorme desvantagem física e isso era notável no ritmo de jogo a partir do terceiro gol francês. O time tocava a bola mas não tinha forças para correr em busca de espaços na defesa francesa. Ainda que o toque de bola ajudasse a evitar que o adversário chegasse à sua área, os croatas não esperavam que a França reagisse tanto no segundo tempo. Aos 20 minutos, Mbappe preferiu deixar de lado a função de assistente e fez o quarto, chutando de longe.

Mas falta de força não significava desistir para a seleção da Croácia. Até uma bola recuada da intermediária para o goleiro Lloris foi marcada sob pressão por Mandzukic. E saiu aí o segundo gol dos croatas, quando o goleiro tentou dirblar e a bola tocou no pé do centroavante que descontou o gol marcado contra as suas redes no primeiro tempo.

Não havia força física, mas o coração e o patriotismo começavam a falar mais alto para os croatas que, pela primeira vez na história, chegaram a uma finalíssima. O time não desanimou e o tempo inteiro foi em busca do terceiro, para, quem sabe, provocar o grande milagre de um empate que levaria o jogo para a prorrogação, a sua especialidade.

Não deu para empatar, nem para a prorrogação, porém, ficou na história o futebol capaz de empolgar a milhões de desportistas no mundo inteiro. A Croácia, é sim, merecidamente, a segunda melhor seleção de futebol do planeta, por isso foi aplaudida de pé por todo o estádio Lujniki. A França confirma a ótima fase do seu futebol, conquistando o segundo título da sua história. O primeiro foi em 1998, contra o Brasil, em Paris.

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