Contipurânia, novo EP de Nara Couto, chega às plataformas digitais esta semana

Mesmo antes de ser lançado oficialmente, o trabalho de Nara já foi acessado por mais de 140 fãs

(Foto: Divulgação)

Com o título Contipurânia, que faz referência à cultura oral, à forma que nossos antepassados africanos, quando chegaram ao Brasil, pronunciavam as palavras portuguesas, com um sotaque diferenciado, a cantora Nara Couto coloca no mercado na próxima sexta-feira(27), através de plataformas digitais, o seu novo EP.

Entre as faixas de Contipurânia estão Brilho do Mar (Maurício Faísca e Leandro Oliveira), Filho de Rei (Mateus Aleluia), Diplomacia (Batatinha e J. Luna), Fósforo (Rafael Mike e Pedro Breder), além de Linda e Preta (Jarbas Bittencourt). O clipe de Linda e Preta, com direção de Elísio Lopes e Lázaro Ramos – primo de Nara -, já conta com mais de 140 mil visualizações no YouTube.

Contipurânia

Essa expressão carrega ancestralidade, mas também é a mistura e o diálogo com o novo, com o desejo da artista de misturar o tradicional e o pop. Além de destacar a musicalidade contemporânea, que alimenta a cantora, proporcionando uma interpretação própria e ampliando para o público uma interpretação multifacetada, criada por letras, ritmos, melodias, texturas, cores e dança.

Nara Couto é uma pesquisadora das culturas africanas e afro-brasileiras. A artista, que nasceu no bairro do Curuzu (Salvador), começou a pesquisar, ainda adolescente, sobre a relação da musicalidade baiana com o continente africano. Influenciada pelas batidas do bloco afro Ilê Aiyê, se especializou em dança afro contemporânea. Atuou no Balé Folclórico da Bahia e viajou com grandes artistas da música, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Margareth Menezes. Em 2009, ingressou na Orquestra Afrosinfônica como vocalista mezzo soprano.

A pesquisa de Nara sobre o continente africano começou a se fortalecer depois da artista viajar pelo mundo e alguns países da África conhecendo a dança e a música de diferentes culturas, juntando esse tempo de estudo com a compreensão de que existe uma memória genética muito forte, que precisa ser aproximada ainda mais entre esses dois mundos/irmãos.

Todo seu trabalho realizado com o Balé Folclórico da Bahia e, posteriormente, com a Orquestra Afrosinfônica, deu a Nara uma carga afetiva e uma experiência empírica que faz do trabalho musical desta artista uma das grandes ‘joias’ da nova música produzida na Bahia.

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