Barco de 50 pés capota em competição internacional e velejadores são resgatados em alto mar por cargueiro

Competição começou na França e os primeiros barcos devem chegar a Salvador a partir do próximo domingo. Mar agitado em direção à capital baiana dificulta a navegação.

Depois de capotar o barco, navegadores ficam no meio do Atlântico à espera de socorro(Foto: Divulgação)

Os velejadores Eric Defert e Christopher Pratt já estão em segurança no cargueiro holandês Triton, acionado para resgatar os velejadores franceses, skippers do Multi50 Drekan Group. O barco capotou na noite desta quarta-feira (8) no Oceano Atlântico, 300 milhas dos Açores.

Cargueiro holandês se aproxima para resgatar os náufragos que já estão em um bote(Foto: Divulgação)

O resgate exigiu bastante atenção, pois ondas de 5 metros e 25 nós de vento foram registradas na manhã desta quinta-feira (9). O comandante do cargueiro entrou em contato por VHF para avisar que iniciaria os procedimentos ao nascer do sol na região. A MRCC, guarda de salvamento marítimo, também colocou à disposição um navio de patrulha da Marinha Portuguesa. O Drekan Group está perdido nesse momento no mar e os velejadores vão até Georgetown com o cargueiro.

Esse acidente foi durante a A 13ª edição da Transat Jacques Vabre terá ao todo 8 mil quilômetros nas mais duras condições de navegação até a chegada a Salvador, que sedia pela quinta vez na história a prova.do evento internacional, com atletas de oito países. A largada foi de Le Havre, na França. O frio deu às caras na Normandia.

Esta quinta-feira foi bastante difícil, também, para dois barcos da Class40 na Transat Jacques Vabre 2017. Com leme quebrado, o Campagne de France não tem mais condições de competir até Salvador destino final da regata transatlântica. O francês Hallvard Mabire e a britânica Miranda Meron comunicaram à direção de prova o abandono oficial no início da tarde. A alegação foi de que o problema era de difícil solução, sem tempo hábil para conserto.

Quem passa por dificuldade também são os italianos do Enel Green Power. Andrea Fantini e Alberto Bona estão voltando para terra, mais precisamente à capital portuguesa Lisboa para tentar consertar seu Class40.

Segundo José Guilherme Caldas, do barco brasileiro Mussulo 40 Team Angola Cables, a dupla ficará atenta à força dos ventos para preservar material do Class40 visando o longo percurso. ”No segundo dia de regata, está prevista a entrada de vento forte com rajadas de até 50 nós. Temos que tomar cuidado para não quebrar nesse período. A partir de terça-feira a gente já entra com uma situação melhor”.

O Mussulo 40 é o segundo barco brasileiro na história do evento. Na edição passada, o campeão olímpico Eduardo Penido e o co-skipper Renato Araújo a bordo do Zetra.

Competidores estão enfrentando dificuldades no mar que tem ondas e ventos fortes(Foto: Divulgação)

Os barcos mais rápidos, como os Ultimes, projetam fazer o percurso em até 10 dias. Já os IMOCA e Multi50 devem demorar até 15 dias para o feito! Os Class40, dos brasileiros do Mussulo 40, são um pouco mais lentos.

O trimarã Edmond de Rothschild é apontado como o principal favorito ao título da Transat Jacques Vabre 2017 e também ao prêmio de Fita-Azul – aquele que chega primeiro independentemente da classe.

Os franceses Sebastien Josse e Thomas Rouxel têm tudo para ser a primeira dupla a cruzar a linha de chegada em Salvador, quebrando o recorde da Transat Jacques Vabre.

O Edmond de Rothschild precisa navegar mais rápido do que o Groupama 2 da edição de 2007, que fez o percurso de Le Havre até Salvador em 10 dias e 38 minutos. O Groupama era um multicasco de 60 pés e o Edmond de Rothschild tem 104 pés. ”Queremos fazer a prova em oito dias”, disse Sebastien Josse com naturalidade, como se distância até a Bahia fosse curta. ”É um barco mais rápido e seguro do que a versão de 70 pés que usamos em 2013”.

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