Audiências Públicas discutem fechamento de fábrica de fertilizantes, em Camaçari

Trabalhadores e políticos vão discutir o fim as atividades da fábrica na Bahia, com foco nas demissões

O fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia(FAFEN-BA), localizada no Polo Petroquímico, vai ser discutido em Audiências Públicas, que acontecem nesta terça-feira(20), às 14h, na Câmara Municipal de Camaçari, e na quinta-feira(22), às 18h, na Câmara Municipal de Dias D’ávila.

As audiências vão reunir petroleiros, dirigentes do Sindipetro Bahia, Sindiquímica, Sindborracha e Sindticcc, além de parlamentares, empresários, agricultores e comerciantes da região, que estão preocupados com os efeitos da parada da planta. O evento reivindicado pelo Sindipetro, está sendo organizado pelos vereadores Marcelino (PT – Camaçari) e Thiago Saraiva (PDT – Dias D’ávila).

Para a diretoria do Sindipetro Bahia, os fertilizantes são insumos essenciais à produção agrícola, sendo necessário tratar sua produção como questão de Segurança Nacional. A parada da FAFEN-BA e das demais Fábricas de fertilizantes do país, parte do plano de ‘desinvestimentos’ da Petrobras e coloca em risco a Soberania Alimentar e o Agronegócio do Brasil, uma vez que a produção agrícola passará a depender totalmente da importação de fertilizantes.

De acordo com o Sindipetro, em âmbito estadual, haverá perda de empregos, renda e receita para os municípios da região e para o Estado da Bahia, com potencial dano à toda cadeia produtiva do Polo Petroquímico dependente dos insumos da FAFEN.

Conhecida como a “semente do Polo”, a FAFEN-BA foi a primeira fábrica de ureia do Brasil e teve suas operações iniciadas em 1971. A fábrica é responsável pela produção de 474 mil toneladas/ano de ureia, 474 mil toneladas/ano de amônia e 60 mil toneladas/ano de gás carbônico, tendo os dois primeiros, importância fundamental no desenvolvimento da agricultura e da pecuária no Brasil.

Os produtos da fábrica são utilizados como matéria-prima em outras empresas do Polo Petroquímico. A amônia é necessária para a produção da OXITENO, ACRINOR, PROQUIGEL, IPC DO NORDESTE e PVC; já a ureia é utilizada na HERINGER, FERTPAR, YARA, MASAIC, CIBRAFERTIL, USIQUIMICA e ADUBOS ARAGUAIA; o gás carbônico, na CARBONOR, IPC e White Martins.

Com a paralisação das atividades da FAFEN-BA, 700 postos diretos de trabalho serão fechados e haverá impactos em toda cadeia produtiva do setor, o que pode aumentar o número de desempregos.

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