Após fim da greve, população pode voltar a ficar sem ônibus por falta do diesel; reserva das empresas está acabando

Preocupação dos empresários aumenta por causa da falta de entendimento entre governo e caminhoneiros que bloqueiam estradas de todo o país

Poucas horas depois de sair de uma greve por causa do acordo salarial entre empresas e trabalhadores, o transporte coletivo de Salvador passa a ter outra preocupação: a falta de diesel para abastecimento da frota de mais de 2.600 ônibus, por causa da paralisação dos caminhoneiros em todo o país, bloqueando o acesso de combustível aos postos. A revelação foi feita no começo da tarde desta quinta-feira(25), pelo secretário de Mobilidade, Fábio Mota, dizendo que a reserva de combustível da frota termina no próximo sábado(26) e pode haver redução de oferta de ônibus para a população.

Ele disse que a prefeitura e empresários estão preocupados e já está sendo preparado um plano de contingência para o setor, caso a greve nacional dos caminhoneiros prossiga. Isso significa que, a partir de segunda-feira(28), haja uma redução de linhas servidas pelas empresas do transporte coletivo de Salvador, pelas dificuldades de abastecimento dos coletivos.

Fábio disse que o fim de semana ainda deve ser de circulação normal, já que, no domingo, a frota reduzida vai facilitar a vida dos trabalhadores. O problema todo é a partir de segunda-feira, quando, inevitavelmente, os coletivos vão ter dificuldade em encher os tanques para o trabalho diário. O abastecimento é feito nas garagens das empresas, onde os caminhões com o combustível não estão conseguindo chegar, também.

Sindicombustíveis

O Sindicombustíveis, entidade que representa os empresários que revendem combustíveis em toda a Bahia, informou agora há pouco em entrevista de um dos seus diretores, ao vivo em uma emissora de tv, que os postos de Salvador só têm estoque, normalmente, para apenas quatro dias. E, como a greve está se aproximando desse limite, existe grande possibilidade de colapso por causa da greve.

Marcelo Travassos disse que “já começamos a identificar postos em Salvador sem o produto e não vimos até agora nenhum plano de contingência por parte das autoridades. Já era tempo da Petrobras se preocupar com esse tipo de ação”, disse ele.

O empresário informou que a situação no interior é, também, preocupante. Ele disse que “em Vitória da Conquista os empresários resolveram tomar providências por conta própria, a fim de não faltar abastecimento para ambulâncias, carros da polícia, bombeiros e e outros carros que fazem serviços de emergência.Uma parte do combustível desses postos está reservado para essas entidades”, informou.

Ele disse que o aumento observado em muitos postos foi pela preocupação dos empresários com as despesas decorrentes dos compromissos. “É uma questão pontual”, disse. “Todo posto tem um fluxo de caixa e o dono está observando que amanhã ele não vai ter esse dinheiro para cumprir compromissos com despesas de pessoal e outros compromissos”, concluiu.

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