Alerta em Salvador: Febre comum na região Norte do pais é investigada em sete pessoas na capital

População está atenta à doença provocada pelo maruim, mosquito comum em áreas alagadas

Não bastassem as preocupações da população com a febre amarela que provoca grande corrida em busca de vacina em postos de saúde, agora outra dor de cabeça para os baianos: sete casos de uma febre muito comum na região Norte do Brasil, especificamente na Amazônia, estão sendo investigados em Salvador, pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância e Saúde(CIEVS). Provocada por um vírus transmitido pelo mosquito popularmente conhecido por maruim, a febre oropouche também teve dois casos descobertos em meados de 2017 na capital, pelo Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia, informando, na época, que a doença pode causar até meningite.

Os nomes das vítimas e as origens dos casos atuais não foram indicados pela TV Bahia que divulgou a informação e entrevistou Cristiane Cardoso, gerente do CIEVS. Mas houve informação de que uma menina de nove meses está com sintomas da doença. Ela disse que os exames de sangue já foram feitos e os resultados negativos, mas como os sintomas são muito semelhantes ao do oropouche, haverá uma contra-prova no Laboratório Lacen. Essa febre circula no país desde a década de 1960.

Entre os sintomas da doença estão febre, falta de apetite, bronquite, diarreia, sensação de queimação no corpo, dores de cabeça, pescoço, nas costas e nas articulações, além da meningite. É na água parada que o maruim se reproduz, de acordo com especialistas.

O maruim, mosquitinho-do-mangue, Ceratopogonidae ou mosquito-pólvora picador (incluindo os que são chamados, nos Estados Unidos e Canadá, no-see-ums, midgies, moscas-de-areia, punkies e outros), são uma família de pequenas moscas (um a quatro milímetros de comprimento) da ordem Diptera. Estão intimamente relacionadas aos Chironomidae, aos Simuliidae (ou moscas pretas) e aos Thaumaleidae. São encontrados em quase qualquer habitat aquático ou semi-aquático por todo o mundo.

Tratamento

Além da febre alta, a doença causa calafrios, dor de cabeça muito forte, fotofobia e dor na região lombar. Os sintomas normalmente duram de quatro a cinco dias e depois passa. Uma característica específica desse vírus é que em um terço dos casos pode haver uma recaída e os sintomas podem durar mais cinco dias.

O professor de Virologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Eurico Arruda, explicou que, como os sintomas da febre do Oropouche são semelhantes aos da dengue, muitas vezes os doentes são diagnosticados de forma errada. Ele alertou para a importância de se prestar mais atenção ao vírus neste momento, devido às síndromes febris que ele pode estar causando Brasil afora.

Além da febre alta, a doença causa calafrios, dor de cabeça muito forte, fotofobia e dor na região lombar. Os sintomas normalmente duram de quatro a cinco dias e depois passa. Uma característica específica desse vírus é que em um terço dos casos pode haver uma recaída e os sintomas podem durar mais cinco dias.

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